galeria O COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA

Venezuela: o que não sabemos

May 29, 2018

Emma Sarpentier da Venezuela

Quem interpreta o chavismo apenas como um movimento político demonstra não saber quase nada sobre ele.

Neste caso, o que não sabemos, é muito mais importante do que sabemos ou pensamos que sabemos.

Frequentemente, o racional é irrelevante, e nos distrai de entender, no aparentemente irracional, existem os elementos determinantes que impactam a realidade.

Ao contrário do que muitos pensam, o que aconteceu com a Venezuela não é o resultado de más políticas socialistas ou de um governo ruim, e sim a execução de um plano sinistro e aperfeiçoado em todos os detalhes por maus governos.

Desde o início, devo dizer que estes maus governos não vêm apenas do Chavismo Malandro, ou de governos antepassados ​​também de raízes socialistas, mas são obra de uma trilogia do mal que incluem Fidel Castro e os comunistas brasileiros Fernando Henrique Cardoso e Lula Da Silva.

Precisamos urgentemente identificar e relatar o que está acontecendo no meio do caos, que procura se consolidar ao ponto do não retorno do Castro comunismo na Venezuela, e sua expansão para toda a América Latina através do “Plano Nacional Simón Bolívar”, implementado primeiro por Hugo Chávez e depois por Nicolás Maduro.

Meu convite é para não subestimar nada, nem ontem, nem hoje, nem nunca. O sucesso eleitoral do Chavismo-Castrismo foi alcançado graças às elites que apoiaram e fortaleceram o nascimento do “Fenômeno Chávez” nas classes média e popular.

Chávez também contou com o apoio diplomático e financiamento importantíssimo do brasileiro Fernando Henrique Cardoso, do PSDB e toda a esquerda brasileira, de grupos e personalidades da indústria, e a mídia.

Nunca na história eleitoral venezuelana, um candidato tinha conseguido tantos recursos e um apoio intelectual da mídia e econômico de tal magnitude.

Já se passaram quase 20 anos, e esse erro inicial imperdoável, a subestimação do personagem e o que ele representou como líder messiânico de um projeto de conquista, dominação e sequestro totalitário da sociedade venezuelana, está longe de chegar ao fim.

Ninguém fala da existência de um projeto preciso que guiou e ordenou tudo o que foram estes anos de chavismo e madurismo com matriz de Castro contidas no Projeto Nacional Simón Bolívar, e que nunca parou de funcionar, nem no meio da “crise provocada” de 2002, nem com a morte de Chávez.

Plano sistemático que levou a um genocídio contra uma nação inteira, e é a ferramenta mais eficaz para o seu avanço e consolidação, sem que até agora tenha havido uma verdadeira oposição capaz de, enfrentá-lo ou detê-lo.

O Projeto Nacional Simón Bolívar não é um simples plano do governo, é o planejamento de como transformar o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, em um estado comunista totalitário .

Com a aplicação desse método infalível o chavismo conseguiu impor o projeto (o processo) sem experimentar nenhum deslize, exceto aquele “acidente” em 2002, no qual Chávez foi derrubado e saiu ileso, pela ajuda da mão brasileira de FHC que conspirou junto com o comunismo global contra a Venezuela.

Esse caos “controlado” deu forma ao estado comunal definitivo.

É muito difícil, expor e denunciar que todo o sinistro, o irracional, o impensável é possível. Caos e conflito são indispensáveis ​​para o regime e é por isso que eles os promovem, da mesma forma que o mal capitaliza sua força.

Sempre foi um erro terrível subestimar Chávez e agora Maduro, e pior ainda: subestimar a mente sinistra dos irmãos Castro, especialmente a de Fidel, que durante décadas preparou a expansão do imperialismo cubano na América Latina ( incluindo o Brasil), a partir da base estratégica que para eles sempre foi a Venezuela.

Isso tem que ser repetido, porque parece que há um impedimento “cultural”, que não permite a sua assimilação não apenas pelas pessoas comuns, mas também pela “Intelectualidade” e pela liderança ausente que deveriam indicar o rumo. É importante identificar essa ameaça inequivocamente, sem eufemismos e sem correção política.

Temos que resgatar e reconstruir a linguagem para poder chamar as coisas pelo seu nome. A ameaça é contra a Liberdade e a Democracia na América do Sul, e essa ameaça tem sido e continuará sendo o comunismo.

Ninguém deve se sentir seguro, nem no primeiro mundo; o populismo que é a patologia política oportunista por excelência é também a semente mais eficaz que prepara a terra para a semeadura do mal. É necessário denunciar esta ameaça que é uma trágica realidade e divulgá-la, só assim será possível enfrentar o imperialismo cubano e suas organizações comunistas arraigadas nas elites de muitos países ibero-americanos.

Se não o fizermos, corremos o risco de perder a nossa soberania e até a nossa liberdade individual.

 

Fonte: https://www.areuniao.com/single-post/2018/05/29/Venezuela-o-que-n%C3%A3o-sabemos

 

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